quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

[in] direto

nada é tão direto
como o indireto
dos meus olhos
de tão pensado
ou impensado
simplesmente é
o que deve ser
além de tempo
forma ou beleza

o meu instante
é a certeza que
as coisas são
como têm de ser
simplesmente é

talvez em marte
eu possa entender
o que atravessa
os meus olhos
e me foge das mãos
e com elas vazias
sondar meu coração

nada é tão direto como
o indireto dos seus olhos
tão impensado
quando miram e se cruzam
que se perdem com
os meus


Si e Jean Pierre

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